Basket: O Outro lado da medalha
Um poema belíssimo de Gabriela Mistral diz:
“Toda a natureza é um desejo de serviço. Serve a nuvem, serve o vento, servem os vales”.
Para realizar um jogo de basket há alguém a servir, a servir sem pretender de receber nada em troca, pois nada ganham aqueles que servem para os outros jogarem.
Para realizar 178 jogos de basket num ano há por detrás muito servir, servir todas as quartas-feiras todos os sábados e domingos do ano.
Servir desde o pequenino do mini-basket passando pelo iniciado de 14 anos, via a via pelos jovens adolescentes de 16 e 18 anos, terminando nos seniores.
“Como seria triste o mundo se não houvesse um roseiral para plantar, ou uma empresa para iniciar”, continua o poema.
Foi uma Empresa servir os amantes do nôs basket, atravessando todos os vales das dificuldades e conseguir encher o Gimno Desportivo, como nos anos noventa e finais de oitenta do século passado o nosso basket fazia.
Foi uma Empresa conseguir agregar 8 equipas da ilha de Santiago em bem 5 escalões (Sub 14, Sub 16, Sub 18, Sub 20 e Seniores), e levar à frente até Agosto.
“Existe a alegria de ser bom e o prazer de ser justo. Existe, sobretudo o sublime, a imensa alegria de servir ”.
Foi esta alegria a guiar-me nestes dois anos intensos dedicados com entusiasmo e amor pelo desporto que amo. Consumi horas da minha família, ao assistir inúmeros jogos em horários impossíveis.
Foi com alegria que carreguei com as minhas mãos o peso das tabelas para levar aos torneios de mini-basket.
Foi também com muita alegria que vi crianças inibidas nos primeiros jogos, mas, andando com determinação para as finais das suas competições como foram equipa dos Órgãos e Amor De Deus no escalão sub16.
“Que não te atraiam somente os trabalhos fáceis. É tão belo fazer uma tarefa que os outros recusam”
Nunca me atraíram as coisas fáceis, estou sempre à procura de aprender a fazer coisas novas.
Quando parti dois anos atrás com o Web site do basket, ninguém acreditou que o nosso basket tinha expressão na aldeia global. Fotografei, filmei e entrevistei jogadores, treinadores e publico do nosso basket.
Os resultados são uma visibilidade extraordinária da modalidade, visitas de todos os cantos do mundo, de antigos jogadores e amigos do nosso basket.
O nosso Web site influenciou e de que maneira a forma como o basket comunica. Já não se conta as vezes que se falou, viu e ouviu-se o nosso basket.
Claro está que nem tudo o que se fala, vê ou se ouve é um mar de rosas. Mas, também não é um monstro de sete cabeças, mercê dos escrúpulos jornalísticos de alguns, que conseguem ver a notícia só nas polémicas.
O basket, como diz o Claude Constantino: “é um desporto colectivo” e aí é que entra o verso:
“Sê aquele que afasta a pedra do caminho, o ódio dos corações e as
dificuldades do caminho“